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A Biologia e os Desafios da Actualidade



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Infertilidade Humana

A infertilidade é a incapacidade temporária ou permanente de gerar um filho ou de levar uma gravidez até ao seu termo natural. Apenas se considera a infertilidade quando um casal tem relações sexuais regularmente, na ausência de contraceptivo, durante um período de um ano sem que ocorra uma gravidez. Contudo, uma vez que a esterilidade ou infertilidade total são casos muito raros, após este período de tempo a gravidez pode ocorrer naturalmente ou pode-se recorrer a tratamentos de infertilidade e a técnicas específicas. Subfertilidade é quando um casal necessita de mais tempo do que o habitual para conseguir conceber naturalmente uma gravidez.
Vários estudos efectuados revelaram que 85% dos casais após um ano e meio de tentativa alcançam a gravidez tão desejada. Cerca de 15% dos casais após esse período de tempo necessita de recorrer a tratamentos e a assistência médica.
No geral, considera-se que tanto a mulher como o homem contribuem com 40% dos casos de infertilidade do casal, os 20% restantes são causas mistas. Não obstante, verificou-se que em 52% dos casos de infertilidade conhecidos estão relacionados com problemas femininos, e apenas em cerca de um terço dos casos totais de infertilidade existem causas de infertilidade de ambos os elementos do casal.
Os estudos realizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostraram que a infertilidade é um problema que atinge cerca de 15% dos casais europeus em idade reprodutiva. Pensa-se que daqui a uns anos um em cada três casais seja infértil.
O facto de os casais optarem por terem filhos mais tarde também pode aumentar o risco de infertilidade temporária ou subfertilidade. Os horários de trabalho inflexível e as aspirações profissionais, sobretudo da mulher, leva a que estas tenham filhos perto dos 40 anos, e nesta altura os níveis de fertilidade começam a diminuir drasticamente. Daí, algumas associações pensam que as mulheres deviam ter o direito de interromper as suas carreiras para construírem família, quando a sua fertilidade está no auge. Os homens também são afectados com este novo estilo de vida, verificando-se que a quantidade e qualidade de esperma está a diminuir.
Outros problemas como a obesidade e as doenças sexualmente transmissíveis também influenciam a fertilidade do indivíduo. Algumas doenças sexualmente transmissíveis podem provocar o bloqueio das trompas de Falópio, impedindo que a gravidez ocorra naturalmente, e tem-se verificado o seu aumento nos adolescentes. O mesmo ocorre com a obesidade. Na Europa, cerca de 6% das raparigas inferiores a 19 anos são obesas, e normalmente, as crianças e adolescentes obesas tornam-se adultos obesos. Normalmente, as mulheres obesas têm uma ovulação deficiente, tendo por isso maiores dificuldades em engravidar.
No entanto, podem surgir outras causas, tanto no homem como na mulher que vão ser referidos mais à frente.
Não nos podemos esquecer que quando um casal tenta ter filhos e isso se torna uma meta a atingir e se deparam com um resultado negativo, mês após mês, isso pode gerar sentimentos de frustração, angústia e ansiedade no casal. Quando casal se apercebe que está perante um problema de infertilidade as suas reacções emocionais, como a negação, ansiedade, culpa, baixa de auto-estima e desilusão podem interferir nas relações familiares e sociais, no desempenho no trabalho e no bem-estar psíquico. Normalmente, a sexualidade do casal também fica afectada, pois o casal deixa de sentir satisfação e diminui a intimidade, tornando-se num acto apenas com o objectivo de se atingir uma gravidez.
A ansiedade e o stress podem levar também ao aumento de infertilidade, podendo o stress crónico ter consequências nas disfunções hormonais, que podem afectar a ovulação no caso da mulher e a produção normal de esperma no caso do homem.

Problemas de Infertilidade Masculina

A infertilidade no homem tem origem em problemas de oligospermia, ou seja, quando há uma produção insuficiente de espermatozóides; em problemas de azoospermia, em que não há produção de espermatozóides, (é de referir que o número médio de espermatozóides por ml no esperma é de 120 000 000 e caso existam menos de 20 000 000 espermatozóides por ml estamos perante um caso de infertilidade); quando há produção de espermatozóides de fraca qualidade, com anomalias ou sem mobilidade; quando se dá uma gametogénese anormal; ou quando o espermatozóide é incapaz de fecundar o gâmeta feminino.
Estes problemas podem ter diversas causas como, disfunção eréctil; problemas endócrinos como hipopituirismo, síndrome de Custing, hiperplasia adrenal congénita ou uso de androgénios; problemas testiculares congénitos ou estruturais, como Síndrome de Klinefelter (resulta da presença de 3 cromossomas sexuais, dois X e um Y, e os indivíduos com esta síndrome apresentam geralmente uma estatura elevada, um pequeno desenvolvimento dos seios e ancas alargadas, testículos pouco desenvolvidos que não produzem esperma ou cuja produção é bastante reduzida e sem espermatozóides, o que os torna estéreis. Podem também apresentar um ligeiro atraso mental, no entanto, alguns dos casos com este Síndrome apresenta aptidões intelectuais normais), Síndrome do Macho XX, Aplasia das células germinativas; temperatura elevada durante a espermatogénese devido a criptorquidismo (neste caso os testículos permanecem no abdómen ou no canal inguinal, não descendo para dentro da bolsa escrotal. O epitélio tubular acaba por degenerar, e não há produção de espermatozóides. Para se resolver este problema pode-se recorrer a uma cirurgia, não sendo sempre eficaz), veia varicosa no escroto ou varicocelo (evita a correcta drenagem do sangue a partir dos testículos, produzindo calor e impedindo a maturação dos espermatozóides, no entanto, pode ser removida por cirurgia); problemas testiculares adquiridos, como orquite viral, traumatismo, infecção por mycoplasma, exposição a radiação, exposição a drogas (álcool, cocaína, marijuana, antineoplásicos, etc.), exposição a toxinas ambientais, doença auto-imune (papeira, doenças sexualmente transmissíveis), doenças sistémicas (cirrose, insuficiência renal, cancro, enfarte do miocárdio, etc.), presença de leucócitos no esperma, disfunções hormonais (secreção reduzida das hormonas LH e FSH ou de testosterona), ejaculação retrógrada (o sémen dirige-se para a bexiga em vez de se dirigir para o pénis); problemas no transporte de esperma como obstrução dos epidídimos ou dos canais deferentes, hiperplasia da próstata e cancro da próstata.


Problemas de Infertilidade Feminina


A existência de infertilidade feminina pode ter origem em problemas de anovulação (ausência de ovulação), bloqueios das Trompas de Falópio, secreções da vagina ou do colo do útero hostis para os espermatozóides, interrupção da nidação, idade, entre outros.
Os problemas em cima mencionados podem surgir devido a disfunções hormonais (secreção insuficiente de LH e FSH, que pode estar relacionado com tumores na hipófise ou nos ovários; excesso da produção de prolactina; hipotiroidismo ou utilização de medicamentos à base de esteróides como por exemplo a cortisona); ovários anormais, o que não permite a ovulação; endometriose (tecido endometrial cresce na cavidade pélvica em torno do útero, trompas e ovários, o que leva ao encerramento dos ovários, não permitindo a libertação do oócito); infecções (DST, inflamações causadas pelo uso de contraceptivos como o DIU), malformações congénitas; secreções vaginais agressivas; tumores uterinos; degeneração prematura do corpo amarelo; aumento da probabilidade de formação de oócitos com um número anormal de cromossomas; diversas doenças (genéticas, auto-imunes, etc.). É de referir que o stress e a ansiedade podem contribuir para a incapacidade de engravidar.


Tratamento

O tratamento da infertilidade está intimamente relacionado com as técnicas de reprodução medicamente assistida, uma vez que quando um casal se depara com um problema de fertilidade, recorre na maior parte das vezes a estas técnicas. Só após várias tentativas falhadas recorrem a outros métodos capazes de resolver algumas causas de infertilidade.
Alguns desses tratamentos são utilizados quando há anomalias nas Trompas de Falópio. Recorrendo-se a uma laparoscopia pode-se extirpar o tecido anormal em casos de endometriose ou cortar aderências na cavidade pélvica. Também podem ser administrados fármacos para tratar a endometriose e antibióticos em caso de infecção. Caso a Trompa de Falópio esteja lesada pode-se recorrer a uma operação cirúrgica, no entanto, esta intervenção pode causar um aumento da probabilidade de ocorrência de gravidez ectópica.
Existem vários fármacos utilizados no tratamento da infertilidade. O citrato de clomifeno ou o citrato de tamoxifeno, tanto podem ser utilizados na indução da ovulação na mulher, como no homem na tentativa de aumentar a quantidade de esperma, no entanto, não foram evidenciadas grandes vantagens no uso destes fármacos. A bromocriptina diminui os níveis elevados de prolactina que interferem com a LH, causando infertilidade em ambos os sexos. Para o tratamento da oligospermia, podem ser usadas as seguintes substâncias: a mesterolona, o ácido folínico, a pentoxilina, a indometacina, a arginina, a kalicreína, o glutatião, o captopril, as prostaglandinas, entre outros.
Apesar de as técnicas de reprodução medicamente assistida, como a inseminação artificial, estimulação hormonal, fecundação in vitro, colocação de embriões no útero, entre outras, serem talvez as técnicas mais utilizadas pelos indivíduos com problemas de infertilidade, pode-se recorrer a técnicas alternativas como por exemplo a técnicas de medicina chinesa, como a fitoterapia chinesa e acupunctura para tratar problemas de fertilidade. No caso do homem estas técnicas podem ajudar no aumento da produção de espermatozóides ou outro tipo de problemas em que os espermatozóides são anormais e podem-se tornar fecundáveis, isto, porque se pensa que estas técnicas de medicina chinesa estimulam energeticamente os órgãos reprodutores. É de referir que caso o homem não produza espermatozóides estas técnicas não o podem ajudar. No caso da mulher, a fitoterapia chinesa e a acupunctura ajudam a melhorar o seu estado de saúde a nível imonulógico, em relação ao equilíbrio e ajuda a atenuar os efeitos da gravidez, como vómitos, ansiedade, dores, entre outros. Assim, o bom estado de saúde da mãe permite um melhor desenvolvimento do feto. Apesar de não saber ao certo a eficácia destas técnicas, existem registos de tratamentos com um “final feliz”, que as técnicas de reprodução medicamente assistida não conseguiram resolver.
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